domingo, 24 de junho de 2012

ADAPTAÇÃO FELINA - mais dicas!



COMO ADAPTAR UM 2° GATO
A CHEGADA DE UM NOVO GATINHO na casa de outro(s) gato(s)
Por Deolinda Eleutério

É normal o gato da casa ficar muito assustado e nervoso quando é introduzido um novo gatinho no seu território. Por isto, não se deve submetê-lo  à presença do novo morador de imediato. Eles não devem se ver por um tempo.
Medo, irritação e intolerância são emoções que o gato da casa sentirá nesse momento.
Alguns gatos ficam muito irritados, alguns não dormem direito,  alguns ameaçam ir embora. Alguns se escondem em cima da geladeira pois não se sentem mais seguros no chão de sua própria casa (seu território).
É preciso transformar estas emoções: medo por confiança, intolerância por companheirismo, irritação por curiosidade.
É preciso ter paciência para colocá-los em contato e observar seus comportamentos.
O gato da casa deve ganhar brinquedos e brincadeiras novas e mais atenção.
O novo gatinho vai se adaptar com facilidade. Para ele tudo é brincadeira e novidade. Afinal, ele ganhou um lar!
Seu isolamento também é importante para que se observe se ele está bem de saúde.
Com o passar dos dias, o novato vai adquirindo os cheiros da casa ao ser acariciado e ao se esfregar nos móveis - o que vai deixar o gato da casa mais tranquilo.
O novo gatinho deve ficar isolado (num quarto ou banheiro com tudo de que necessita - ração, água, caixinha de areia e caminha).
O gato da casa vai se acostumar aos poucos com os cheiros e  barulhos.
Brincadeiras devem ser introduzidas e incentivadas - por baixo da porta (fitas com bolinhas de papel nas pontas) - até que o gato da casa perca o medo e passe a ficar curioso para ver o novo companheiro de brincadeiras.
Quando se virem, é normal que o gato da casa faça "fussss".
Alguns minutos por dia são suficientes para que se conheçam aos poucos.
Nos primeiros dias, os contatos devem ser vigiados de perto e encerrados quando o gato da casa se mostra incomodado.
Quando estiverem convivendo nos mesmos espaços, garanta que o gato da casa tenha o lugarzinho especial para descansar e dormir sem ser importunado pelo novo gatinho - um lugar mais alto onde o gatinho ainda não alcance. 
Gatos adultos têm horários diferentes dos pequeninos: precisam dos horários de sono e sossego a que estão acostumados.
Procure garantir a tranquilidade para o gato da casa, pois para o gatinho as novidades são sempre bem vindas.
É importante que estejam castrados para que possam ter uma convivência saudável e tranquila.
Gatos podem ser castrados aos 4 meses.
Deolinda Eleutério
(artigo retirado do site www.gatoverde.com.br)  

COMO FAZER A APROXIMAÇÃO de GATOS
Dr. Glauco Melo – Revista O pulo do Gato n.º 10
Ao se introduzir um animal novo na casa devemos deixá-lo alguns dias sem contato com os outros animais do ambiente.
Desta forma ele irá adquirir o cheiro do ambiente, para que quando forem apresentados, o impacto seja menor.
A apresentação deve ser feita aos poucos, apenas alguns minutos por dia, por uns três dias ou mais.
Fique sempre perto e observe o comportamento dos animais, intervindo quando necessário.
Nos primeiros dias após a apresentação, evite deixar os animais sozinhos, sem supervisão.
Bufar e rosnar são comuns num primeiro momento, mas logo depois se estabelece uma hierarquia e as coisas ficam bem.
Animais convivendo num mesmo ambiente precisam estar castrados.

(artigo retirado tb do site www.gatoverde.com.br)

Como adaptar dois gatos na mesma casa??? - Comportamento Felino




Alterações comportamentais em felinos


O ciúme precisa ser entendido e manejado para que não se torne excessivo, causando no animal alterações comportamentais

Por Dra. Luciana Deschamps
O ciúme, a insegurança e o medo podem estar relacionados entre si ou não. O gato é um animal, por excelência, ciumento. Porém, essa manifestação de ciúme precisa ser entendida e manejada pelo seu “dono”, para que esse ciúme não se torne excessivo, causando no animal: tristezas, melancolia, insegurança e outras alterações comportamentais.
Ao introduzir um novo animal em casa, principalmente se o gato for único e nunca tiver convivido com outro, tome alguns cuidados para que essa decisão não se torne um transtorno.
O felino, quando é único numa casa, sente que todo o espaço pertence a ele. Acaba escolhendo seus lugares favoritos, deixando claro suas preferências. Assim sendo, é necessário, em primeiro lugar, preparar seu gato para uma nova vida, para uma mudança.
Antes de levar um novo gato para casa, procure manipular alguns florais que possam ser usados na água por, no mínimo, dez dias antes da chegada do novo morador. Poderia citar diversos florais, mas, para isso, seria necessário ter algumas informações a respeito da personalidade, comportamento e rotina do animal.
Bem, assim que o novo gato chegar, se desdobre em atenções e carinho com o seu primeiro gato. Ele precisa ter certeza que seu afeto por ele não vai ser abalado. Nunca chame sua atenção se ele bufar, rosnar ou der patadas no novato. Esse comportamento é totalmente natural e esperado.
Muitas vezes, nos primeiros dias, é melhor deixar o gato que acabou de chegar num cômodo ao qual o outro gato não tenha acesso. Prepare esse ambiente com carinho, para que o novo gato se sinta seguro e aconchegado.
É claro que o antigo morador fará plantão na porta desse local! Mas, irá sentindo o cheiro, ficando curioso e, quem sabe, se acostumando com a ideia...
O tempo felino, às vezes, é longo e requer paciência. Tem gatos que conseguem se adaptar, num período menor, a novas situações; outros precisam de mais tempo e temos que respeitar isso.
Evite ficar “paparicando” o novo morador na frente do antigo, até que ele já esteja admitindo a presença do outro.
No caso da chegada de um bebê, os cuidados também precisam ser monitorados. Nunca esqueça que, se o gato for único e chegar um outro gato, um bebê ou uma nova pessoa em casa, teremos que seguir algumas regras para que ele não sofra tanto e consiga, aos poucos, se ajustar à nova situação. Agora, se já existe (m) na casa outro (s) animal (is), criança(s) e um gato for adotado, a situação é totalmente diferente, pois ele já chega com um ambiente definido, portanto, sua adaptação é mais tranquila.
Existe, também, empatia entre os gatos. Pode acontecer que eles convivam diplomaticamente, sem muita aproximação – ou ainda, que se apaixonem e estejam sempre juntos, ou, bem menos freqüente, que um ignore o outro, ou até chegarem a brigar. Todas essas questões levantadas vão depender da casa, do ambiente, das pessoas, da rotina e da quantidade de animais que residem na casa.
O gato se sente inseguro, e, às vezes, desde filhote, mesmo com todas as manifestações de afeto do seu “dono”, demonstra insegurança, como, por exemplo, resultado de uma separação precoce da mãe.
Alguns gatos podem desenvolver a insegurança por mudanças na sua rotina. Por exemplo, seu “dono” passou a estar menos presente, tem saído muito, sem dia e hora certa para voltar, tem recebido visitas constantemente, um (a) novo (a) namorado(a), uma casa nova, etc.
Logo se percebe que o gato não para de segui-lo (a), fica tentando chamar a atenção sobre si o tempo inteiro. Para esse comportamento, pode-se usar música específica para gatos, um floral borrifado no ambiente ou na pele do animal e, ainda, alguns florais por via oral.
Sempre que chegar em casa, antes de fazer qualquer coisa, fale com seu gato, passe a mão por diversas vezes da sua cabeça à ponta do rabo, ofereça um petisco, um brinquedo, deixe que ele se sinta amado, observado, e que você se preocupa com ele.
Os felinos, apesar de muito “independentes”, são muito sensíveis, precisam e querem – apesar de muitas vezes parecer o contrário – de todo o carinho e atenção do mundo.
Os felinos, como todos os seres vivos, podem sentir medo. Existem dois tipos de medos: os conhecidos e os desconhecidos. Falando do medo conhecido, queremos dizer que eles conhecem aquela situação, mas sentem medo, independente disso. Por exemplo, medo do aspirador de pó, do secador de cabelo, do interfone, de barulhos em geral que escutam na rotina.
Mesmo estando acostumados a esses sons, sabendo que nada vai acontecer, que esses ruídos não provocam dor, ainda assim, demonstram, claramente, seus medos.
O medo da caixa de transporte é muito comum, pois, seu registro, normalmente, o remete a idas a locais que não são os de sua preferência: banhos, vacinas, exames em geral, consultas, entre outros.
Então, para minimizar o estresse, ao sair de casa e precisar usar a caixa de transporte – até porque é fundamental utilizá-la para a segurança do gato –, procure transformar essa caixa num lugar agradável, onde, sempre que servir algo novo, um petisco, um patê para gatos, ratinhos com catnip, bolinhas, ela seja utilizada, de forma que sua relação com ela comece a mudar, fazendo com que essa caixa de transporte não seja motivo de pânico e tortura.
Quando o gato voltar para casa, após o uso da caixa, não esqueça de passar um pano úmido dentro e fora dela, para eliminar odores que não sejam agradáveis a ele.
Temos, também, os medos desconhecidos, em que o gato entra em pânico, fica com a cauda e orelhas baixas, corpo encolhido, respiração ofegante, ansiedade, micção, e não sabemos o motivo...
Então, tanto para os medos conhecidos como para os desconhecidos, os florais podem ser bons aliados, funcionando muito bem, e até serem usados por longos períodos.
Tanto para o ciúme, como para insegurança e medo, os gatos podem protestar de várias maneiras: vocalizando, destruindo alguma coisa para chamar a atenção, eliminando fezes e urinas em locais da casa não apropriados, etc. Para todos esses distúrbios de comportamento, existem tratamentos específicos, que oferecem bons resultados. Jamais repreenda ou tenha qualquer atitude agressiva com seu gato, pois este não é o caminho.
Vale lembrar que, qualquer alteração de comportamento requer cuidados, até porque muitos animais podem vir a adoecer se não forem tratados convenientemente.
Dra. Luciana Deschamps, especializada em medicina felina
e comportamento.
Titular da Clínica Veterinária Sr. Gato - www.clinicasrgato.com.br
presidente da Ong FELBRAS – Felinos do Brasil.
Gatos: Napoleão e Bóris de Carolina Kato.
(Artigo retirado do site www.revistapulodogato.com.br)

sábado, 9 de junho de 2012

PRIMEIROS CUIDADOS COM FILHOTE DE GATO!!!!

1- É importante em um primeiro momento não abrir a casa toda para o seu filhote, mantenha as coisas dele em lugar seguro e restrito!!!! Para que ele possa se adaptar aos poucos ao novo lar, e tb, para vc ter certeza de que ele está saudável!

2- Isso não quer dizer que ele não possa andar pela casa, a preocupação maior é que quando você for dormir, ou quando você for sair ele fique neste lugar seguro!!!!

3- Telar as janelas é super importante!!!Os gatos amam subir, escalar, se jogar, é isso tudo é muito perigoso quando você mora em um apartamento com varanda. Não adianta tentar ensinar, é medida de segurança você telar!!!!

4- Espalhe vasilhas de água pela casa para estimular que ele beba muita água. Gatos têm tendência a terem problemas renais, então beber água é fundamental!

5- Outra dica com relação a água: nunca coloque a água ao lado do pote de ração, por que o cheiro da ração vai para a água e ele sente que a água está suja! O ideal é ter um filtro de água corrente!

6- Nunca coloque a comida, a água e a caminha ao lado da caixa de areia, não é higiênico e os gatos são bem exigentes com relação a limpeza.

7- Mantenha a caixa de areia bem limpa para estimular eles a usarem, e sempre coloque 4 dedos de areia!!!! Parece muito, mas se seu gato não está enterrando as necessidades é por que você está economizando na areia!


Mil bjs!
Márcinha



terça-feira, 5 de junho de 2012

CUIDADOS ESSENCIAIS QUE DEVEMOS TER QUANDO ADOTAMOS UM ANIMALZINHO!!!!

Minha aventura de fazer uma gatinha de 2 meses a conviver em completa harmonia com uma gata de 20 anos, está apenas começando!!!!


Quero compartilhar com vcs, mas antes, dicas essenciais para uma adaptação segura!

Dicas de cuidados:

1- Paciência, paciência e mais uma generosa porção de paciência!!!! rs...
2- Deixar a gatinha nova isolada da gatona por 7  a 10 dias, é o período necessário para que realmente saibamos que o novo membro da família não possui nenhum probleminha de saúde contagioso.
E tb, para que o animalzinho que já estava na casa se acostume com o cheiro do novo, sem se encontrar logo de cara!
3- Isso quer dizer, caixa de areia separada, comida e água separadas!!!
4- Lavar as mãos (durante os 7 dias) antes de tocar na sua velhinha!!!!
5- Administrar um floral específico para mudanças no ambiente, para que ela fique mais receptiva  a socializar o seu território rs...
6- E principalmente, correr para um vet!!!
7- Dps dos 7 a 10 dias é só correr para o abraço!!!! rs..

terça-feira, 22 de maio de 2012

Desmistificando o vegetarianismo: frases inspiradoras...



"Quando me tornei vegetariano, poupei dois seres, o outro e eu."
                                                                                     Hermógenes




"Sinto claramente, no coração, que toda a vida é sagrada e parte de uma única existência."
                                                                                                                        Radha Burnier






"Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá  a saúde e nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor."
                                                                                                                                      Pitágoras




"Sinto que o progresso espiritual requer, em uma determinada etapa, que paremos de matar nossos companheiros, os animais, para a satisfação de nossos desejos corpóreos."
                                                                                                                                       Gandhi




"Haverá um tempo em que os seres humanos se contentarão com uma alimentação vegetariana e julgarão a matança de um animal inocente da mesma forma como hoje se julga o assassino de um homem."
                                                                                                                             Leonardo da Vinci

"Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seriam vegetarianos. Nós nos sentimos melhores com nós mesmos e melhores com os animais, sabendo que não estamos contribuindo para o sofrimento deles."
                                                                                                             Paul e Linda McCartney





"Feliz seria a terra se todos os seres estivessem unidos pelos laços da benevolência e só se alimentassem de alimentos puros, sem derrame de sangue. Os dourados grãos que nascem para todos dariam para alimentar e dar fartura ao mundo."
                                                                                                                                                  Buda

























domingo, 29 de abril de 2012

Felicidade

Ouço Deus em meus pensamentos, dentro do meu coração, e ele me diz que toda vez que me sinto feliz devo fazer uma pessoa se sentir igual.

Por que o Amor é algo divino e por ter esta natureza ele habita em todos os seres, só precisa de uma ajudinha para florescer até na rocha mais áspera.

Como muitas vezes esquecemos a nossa essência, esquecemos que Amar é dividir, compartilhar e principalmente, celebrar em conjunto a alegria da nossa existência.

Então, fica a mensagem: toda vez que se sentir feliz, quer dizer que você se lembrou da sua verdadeira essência e por este motivo, ajude outra pessoa a se lembrar também!

Como? 

Pode ser com um abraço, uma ajuda, uma refeição feita com todo carinho, ou o que o seu coração te dizer, pois com certeza será a voz de Deus.

Márcia Miranda Charneski

domingo, 22 de abril de 2012

Aos meus amigos ...

Desejo que a minha existência gere o mínimo de sofrimento para o mundo;
Meus amigos, se um dia eu vir a magoar vocês podem ter certeza que jamais será por maldade, mas sim por ignorância.

Márcia Miranda Charneski

Sempre há coisas pelas quais vale a pena lutar!

Sempre penso que quando não mudamos alguma coisa em nossas vidas é por que ainda não tivemos a motivação certa, aquele click, que faz toda a diferença!

Às vezes a motivação pode ser nos sentirmos especiais,  nos sentirmos mais saudáveis, ou simplesmente por Amor a alguma causa, ou a alguma pessoas, e e por aí vai ...

A depressão tira essa motivação, faz nos sentirmos que não vale a pena lutar por nenhuma causa, e nem por nós mesmo. Esse é o buraco negro que nós nos colocamos quando conhecemos a depressão.

Mas a grande verdade é a seguinte : que a coisa que o deprimido mais deseja é que sua existência saia das depressões geológicas e alcance patamares altíssimos! Alcance o pico mais alto, aquele onde avistamos o mundo de uma forma mais bela, com seus raios de sol iluminando onde passa.

Só que para chegarmos neste pico e vislumbrarmos a bela vista, que muitos homens nem sonharam em ver, temos que descobrir qual é a nossa MOTIVAÇÃO PARA EXISTIR COM AMOR!

Pense, reflita, sinta o que realmente toca o seu coração, se a sua resposta for nada, é por que você ainda não achou a sua motivação, ela ainda está perdida junto com o turbilhão de sentimentos que é o ser humano.

Mas acredito que a melhor forma de descobrir, é quando você sente o seu coração vibrar.
Então, esse é o caminho!

A maior motivação da minha vida é me sentir feliz e plena em tudo que faço. Preciso acordar e todas as manhãs sentir que vale a pena lutar por alguma coisa, pelo que???

Isso cada um responde com o seu coração, mas para mim, acordo todos os dias com o objetivo de agir com amor em todas as minhas escolhas, com amor a mim, aos meus pais, ao homem da minha vida, aos animais, ao planeta, e a todos os seres vivos.

Sei que posso ser uma gota no oceano, mas a motivação da minha existência é AMAR!

E para tornar o mundo e a minha casa um lugar melhor preciso todos os dias dizer para o meu desânimo em ver tantas tristezas, que

"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota." 
(Madre Teresa de Calcutá)


Márcia Miranda Charneski








domingo, 18 de dezembro de 2011

SÃO FRANCISCO DE ASSIS - EXEMPLO DE CARIDADE -




Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz. 
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se vive para a vida eterna...










CAMPANHA POR UM NATAL SEM CARNE!!!!! - PARA REFLETIR-







NESTE NATAL VAMOS CELEBRAR O NASCIMENTO DE JESUS COM MUITO AMOR!


Começando pela compreensão da mensagem que o Mestre Jesus nos deixou há mais de 2000 anos atrás!


                       “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.” (Jo 15, 12)




Sei que muitos dos meus amigos do peito não são vegetarianos, mas resolvi que neste Natal irei fazer uma campanha por um Natal sem carne para gerar uma reflexão de como Amar é muito mais do que amar o seu marido, filho, namorado, mãe, pai, mas sim, amar até os menores seres da criação! 


Vivemos em constante contradição.... Queremos ser felizes, não sermos usados e nem explorados, mas acreditamos de forma inquestionável que os animais fazem parte de uma classe inferior, e por isto têm a função de garantir a nossa subsistência. Essa idéia já está mais do que ultrapassada! 


É só refletir um pouquinho para perceber dois argumentos imbatíveis. 


Primeiro, a alimentação é algo cultural, além disso, nos relacionamos em torno da mesa, sendo este o principal motivo para não refletirmos sobre o que comemos, exatamente por ser algo cultural. 


Explico! Tudo em nossa cultura envolve a comida, é o jantar da negócios, é o lanche com as amigas, é o almoço de Dia dos Pais. Este jeito tão constante de ligar a comida à celebração nos trás malefícios, primeiro que nos alimentamos desde pequenos sem aprender a questionarmos o que ingerimos. Em segundo lugar, quando tomamos consciência de que o padrão é nos alimentarmos de seres que um dia foram vivos, caímos em resistência porque sermos diferentes das outras pessoas, ainda mais em momentos de celebrações, não é fácil e assusta. Pois comer é compartilhar, então, enganosamente acreditamos que se deixarmos de ser comedores de carne seremos excluídos pelo clã! É algo bem tribal, mas muito psicologicamente explicável.


Explico melhor! O que quero dizer com a minha afirmação de que comer carne é algo cultural, um simples exemplo pode nos mostrar mais do que mil palavras. No Rio Grande do Sul é super comum comer churrasco, já na Amazônia o mais comum é se alimentar de peixe devido a abundância de rios, agora imagina como países diferentes podem diferir na cultura da comida. Enquanto no Brasil nos alimentamos de peixe, porco, galinha e boi, na Índia a vaca é sagrada e em alguns países orientais como a China, Vietnã e Coréia eles se alimentam nada mais, nada menos, do que de...cachorro!


Ficou indignado? Mas por que será? Porque nós domesticamos os cachorros, então vemos como algo inadimissível nos alimentarmos de um membro da família. E o argumento que mais vejo por aí é que boi, peixe, frango e porco não são membros da família, foram criados por Deus apenas com a missão de nos nutrir.


Pois bem, e quem determinou que eles fossem criados para isso?


O homem, é claro! Nós é que determinamos, dependendo da nossa cultura e dos nossos costumes quem será membro da família e quem irá para a mesa, segundo a nossa conveniência!


Como acredito que nenhum ser, por menor que ele seja, se reveste de insignificância e de utilidade para usarmos e abusarmos como bem quisermos, fico muito triste quando penso quanto tempo demorei para perceber que o bife quadradinho, embaladinho, fritado com todo carinho pela vovó e que foi parar no meu prato não nasceu bife, mas sim, é um pedaço de um ser vivo que foi brutalmente assassinado! A coisa realmente muda de figura quando deixamos de pensar pela ótica fantasiosa e caímos na real de como o mundo funciona. 


Para termos aquele Chester e o Peru de Natal na mesa no dia 25, há toda uma indústria de sofrimento. E como tenho por meta em minha vida que a minha existência não cause sofrimento aos seres, se alimentar de um ser com sentimentos, pensamentos e principalmente, que sente dor, isso destoa totalmente do meu plano de vida.


O segundo argumento é que faz parte da humanidade a evolução, respeitar todos os seres, ver todos como iguais e o que achamos que é muito normal, como a escravidão que há algum tempo atrás chocava poucos, hoje em dia é algo deplorável. 


O ser humano muda, se transforma, aprende a respeitar, se não fosse assim ainda viveríamos nas cavernas, mas não! A nossa alma grita pela igualdade, pela verdade, pelo que é justo, pelo amor e apesar do vegetarianismo parecer uma realidade tão distante de muitos, a certeza que tenho é que esta escolha é o caminho natural do progresso.


Vou terminar como comecei, queremos ser felizes e que ninguém nos machuque, queremos paz, respeito... 
Mas por que insistimos tanto em machucar outros seres vivos? E o pior, por ignorância! 
Por que desejamos tantas coisas maravilhosas para as nossas vidas e não tratamos TODOS os seres vivos da mesma forma que gostaríamos que fossemos tratados?


Fica aí uma reflexão de Natal!


Mil bjs!
Márcia















sábado, 17 de dezembro de 2011

Idéias de livros para dar de presente neste Natal!

Dei uma olhada nas livrarias e as dicas mais interessantes que achei estão abaixo:



1- Keep Going:
A vida é um eterno ir e vir de alegria e tristeza, luz e escuridão, prazer e dor, vida e morte. Quando o pai de um jovem morre, ele procura seu avô em busca de consolo. Juntos se sentam sob uma árvore e o avô expõe a sua perspectiva de vida, a perseverança necessária e o prazer e a dor da jornada. 














2- Uma vida sem limites: "Por muito tempo me perguntei se haveria no mundo alguém como eu, e se haveria outro propósito para a minha vida além de dor e humilhação.” Nascido sem os braços e sem as pernas, Nick Vujicic superou sua deficiência para viver uma vida plena e cheia de realizações, tornando-se um exemplo para todas as pessoas que buscam a verdadeira felicidade. Hoje, um palestrante motivacional internacionalmente conhecido, Nick divulga sua mensagem central: o objetivo mais importante para qualquer pessoa é encontrar seu propósito na vida, a despeito de quaisquer dificuldades que apareçam pelo caminho. Nick conta a história de sua deficiência física e da batalha emocional que travou para conviver com isso na infância, adolescência e vida adulta. Compartilha com o leitor a força de sua fé e explica que, depois que encontrou seu senso de propósito – inspirar as pessoas a melhorar sua vida e o mundo –, achou confiança para construir uma vida produtiva e sem limites. Nick encoraja o leitor mostrando como aprendeu a aceitar o imponderável e se concentrar em suas habilidades possíveis.














3- Justiça: o que é fazer a coisa certa (escrevi um post só sobre este livro)










4- Sabores Vegetarianos (Coleção Europa) : 70 receitas vegetarianas
















5- Guia Prático do Estilo de Vida Natural: Com idéias simples e soluções acessíveis para o seu dia a dia, este livro lhe ensina a cultivar ervas, flores e verduras, preparar refeições saudáveis, e ainda, utilizar cosméticos naturais e limpar a casa com produtos ecológicos; além de dar dicas para comprar e viajar de maneira ética e consciente. Maneiras de se viver de forma mais saudável, ter uma atitude mais consciente com o planeta e ainda celebrar a vida em todos os seus aspectos! - Para ter uma vida mais saudável, mesmo vivendo nas grandes cidades! -
Não é lançamento, mas é muito atual!















6- Curar: o stress,  ansiedade e a depressão sem medicamento e nem psicanálise

Escrito pelo neuropsiquiatra francês Dr. David, que também escreveu o famoso livro Anticâncer, ele foca nas curas alternativas, em sete maneiras para estimular o cérebro a manter o corpo e as emoções sempre em equilíbrio.
Não é lançamento!
















7- Sempre em frente

O mundo de hoje está de cabeça para baixo. O mercado de trabalho está mais louco que nunca. Os relacionamentos afetivos estão em uma transformação absurda. Não é de surpreender que muitos jovens se sintam inseguros em relação a seu futuro, muitas vezes deixando até de realizar seus sonhos. Sempre em Frente neste livro Roberto Shinyashiki se coloca ao lado dos jovens e, com sua tradicional sabedoria, aponta caminhos e inspira realizações. Ele irá ajudá-los a tomar consciência de seu momento de vida e, principalmente, os convidará a perceber que são capazes de enfrentar o medo do futuro e de realizar seus sonhos. Essa conversa é dedicada a quem quer mais da vida, pretende encarar os desafios e seguir Sempre em Frente. 


















8- Alimentação sem carne (www.alimentacaosemcarne.com.br)

Lido e aprovado! Um médico nutrólogo explica o passo a passo de uma dieta vegetariana muito saudável! Tira várias dúvidas sobre nutrientes necessários e como se manter saudável se alimentando sem carne!
















9- Um novo sistema de numerologia

Também lido e super aprovado!!! Através da numerologia, Dan Millman te conduz a uma viagem interior. Neste livro você vai descobrir pontos da sua vida a serem trabalhados para que você seja mais feliz!
Não é lançamento.




terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Para quem sofre de dores na coluna e nos pés, e não sabe mais qual sapato usar....

Só quem sofre de dores nos pés e na coluna sabe que calçado é coisa muito séria!

Depois de anos correndo atrás de algum sapato que minha mãe suportasse usar, há dois anos atrás recebi um anúncio de uma sandália chamada Birken e resolvi arriscar dando para minha mami de Dia das Mães. Foi a melhor escolha possível! Nada adiantava, nem tênis, nem havainana, nem sapato ortopédico, mas a Birken realmente foi a salvação! 







Ela é toda ortopédica, sei que não é muito linda, mas realmente a qualidade de vida de quem sofre de dores melhora muito!

O único local que conheço onde elas são vendidas é na Loja Pererê em SP, pelo site: www.lojaperere.com.br

Estou divulgando, pois sei o quanto custou para encontrar um calçado confortável para a minha mãe.





domingo, 11 de dezembro de 2011

JUSTIÇA: O QUE É FAZER A COISA CERTA







É sempre bom refletirmos e reavaliarmos as nossas convicções e escolhas, pois a pior coisa que tem na vida é passarmos como observadores, seres passivos que deixam as necessidades do dia a dia os guiarem sem entender a importância da nossa existência e das nossas ações. 

A ignorância é que vem nos conduzindo ao mundo no qual nos encontramos. Você acredita mesmo, que se parássemos todo dia para pensar em cada ação que temos que gera impacto na natureza e que no futuro irá voltar para nós, as pessoas continuariam agindo com descaso?

É triste dizer em como muitas vezes o ser humano é apenas motivado pela sensação de perigo, da falta. "Precisamos não desperdiçar água", temos que não desperdiçar água por ser um presente oferecido pela Mãe Natureza a todos os seres vivos e quanto mais eu gasto, mais falta para alguém, ou porque eu tenho medo de faltar para mim e para  a minha família?

Enquanto todos os seres não forem vistos como a minha família,  só o medo continuará a motivar as pessoas em suas decisões.

Bem, é com este tom reflexivo, do que é fazer a coisa certa, que este livro é conduzido.

Este livro é baseado no curso mais concorrido de Harvard, que se chama "Justice", sendo suas aulas  dadas pelo incrível professor Michael Sandel. 

Ele acredita que o processo de pensar o nosso caminho através de difíceis questões morais do nosso dia a dia - descobrir o que pensamos, e por que – ajuda a nos tornar melhores.

O livro narra um caminho na reflexão moral e reúne temas instigantes, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, suicídio assistido, aborto, imigração, impostos, o lugar da religião na política, os limites morais dos mercados. Sandel dramatiza o desafio de meditar sobre esses conflitos e mostra como uma abordagem mais segura da filosofia pode nos ajudar a entender a política, a moralidade e também a rever nossas convicções.

Para quem se interessar pelo tema, há vários vídeos no youtube com as suas aulas.

Mil bjs!
Márcia








TEORIA DOS JOGOS : Ser altruísta é tudo de bom!!!



A Teoria dos Jogos explica matematicamente que a cooperação é sempre o melhor caminho, pois    quando não agimos de forma a obtermos vantagens individualmente, todos saem ganhando. É entender que sua decisão não é independente, não irá gerar um efeito só para você, mas para toda a sociedade e que quando cooperamos buscamos o que é melhor para todos.










"Você está estacionando o carro e – crassshh! – amassa o pára-lama daquele reluzente BMW ao lado. Ninguém viu. Você, um cara decente, pensa em deixar um bilhete assumindo a responsabilidade. Mas, espera aí. É um BMW. O dono certamente tem dinheiro. E não estaria dirigindo um carro desses por aí se não tivesse seguro. Essa batidinha para ele não será nada. Já para você...


Ou, então: você está na estação do metrô, tarde da noite. Ninguém por perto. Por que não saltar a roleta e viajar sem pagar? É claro que o metrô não vai quebrar se você fizer isso. Os trens circulam com ou sem passageiros. Por que não saltar a roleta?
Há uma infinidade de situações como essas, em que o interesse individual se choca com o coletivo. No caso do carro em que você bateu, o seguro paga e repassa o custo para os prêmios que cobra. Não assumindo o prejuízo, você acaba penalizando gente que nada tem a ver com isso. O caso do metrô é idêntico: engrossando as estatísticas dos que não pagam, você contribui para o aumento das passagens dos que pagam.
Esse é um dilema freqüente nas organizações – na família, nas empresas, entre nações. Ele surge de um impulso com o qual todo mundo lida em inúmeras circunstâncias: a tendência de satisfazer o interesse individual agindo de uma forma que, se todos imitassem, seria catastrófica para todos.
Essas situações são tão recorrentes que há mais de 50 anos vêm merecendo a atenção dos cientistas. John Nash – o matemático interpretado por Russell Crowe no filme Uma Mente Brilhante – ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 1994 por ter ajudado a desvendar parte da dinâmica desses conflitos de interesse. Em seu trabalho, Nash lançou mão de um ramo da matemática chamado Teoria dos Jogos, criado na década de 40 por outro matemático, o húngaro naturalizado americano John Von Neumann.
O objetivo da Teoria dos Jogos é compreender a lógica dos processos de decisão e ajudar a responder o seguinte: o que é preciso para haver colaboração entre os jogadores? Em quais circunstâncias o mais racional é não colaborar? Que políticas devem ser adotadas para garantir a colaboração entre os jogadores?
O ponto de partida da Teoria dos Jogos – em sua missão de equacionar, por meio da matemática, os conflitos de interesse que acontecem a todo instante na sociedade – é constatar que, de modo geral, a tendência entre os jogadores é maximizar o ganho individual. Nem as sociedades mais civilizadas conseguiram resolver esse dilema entre o pessoal e o coletivo. É claro que se todos se comportassem de forma altruísta não haveria dilema algum. Não haveria jogo. Mas a vida real simplesmente não é assim.
Ao estudar por que não é assim, a Teoria dos Jogos despe-se de qualquer julgamento moral. Ao tentar entender os conflitos por meio da matemática não há espaço para conceitos como “bem” e “mal”. O foco são as estratégias utilizadas pelos jogadores. O porquê de determinadas ações. Não há “certo” ou “errado”. A Teoria dos Jogos não manda ninguém nem para o céu nem para o inferno. Ela apenas,digamos, decodifica a equação que compõe cada tomada de decisão, e tenta compreender a economia interna das situações.

TRAGÉDIA DOS COMUNS

Imagine, por exemplo, que você vai jantar com três amigos. Vocês combinam, com antecedência, rachar a conta. Nesse caso, você sabe que vai arcar com 25% da despesa. Como quer manter umarelação de confiança com seus amigos, você escolhe pratos que custem mais ou menos o mesmo que os que seus colegas pediram (se um “amigo” mais malandro resolve pedir lagosta, depois que todo mundo pediu pizza, ele será considerado não-confiável e perderá a condição de amigo). Ao final, portanto, cada um gasta mais ou menos o que gastaria se estivesse comendo sozinho.
Já no almoço de fim de ano do escritório – com umas 30 pessoas – você, que está meio duro, pensa em pedir um hambúrguer. Mas os primeiros a pedir escolhem camarões gratinados. Você sabe que vai pagar só 3% da conta, independente do que comer, e muda rapidinho seu pedido – vitela especial. O custo incremental para seus colegas será mínimo e você vai ter uma refeição melhor. Como todo mundo pensa assim, o grupo acaba por gastar muito mais do que teria gasto se cada um pagasse individualmente pelo que consumisse – o que teria acontecido se o grupo tivesse se dividido em várias mesas menores. Não é culpa de ninguém. As coisas simplesmente acontecem assim. O grupo explorou a si mesmo. A decisão racional de cada indivíduo levou a um resultado irracional para o grupo.
Situações desse tipo são chamadas de “tragédia dos comuns”. Jogos com exploração de recursos coletivos quase sempre conduzem à “tragédia dos comuns”, o que só pode ser evitado introduzindo regras para que os participantes sejam recompensados por agir de forma altruísta. Quer dizer, o altruísmo é “comprado” dos indivíduos que compõem o grupo.
Imagine vários fazendeiros dividindo o mesmo pasto para alimentar suas vacas. A tendência é que cada um deles tente colocar o maior número possível de cabeças de gado ali. Isso levará à destruição do pasto e à morte dos animais, mas a atitude predominante entre os jogadores, assim mesmo, é: “Se eu não o fizer, alguém fará”. A Teoria dos Jogos sugere que o modo de evitar essa “tragédia dos comuns” é dividir o pasto – que é um recurso coletivo – entre os fazendeiros, de modo que cada um deles tenhauma área definida para suas vacas. E não apenas colha os benefícios mas também arque com os custos da sua preservação. Essa é a razão pela qual as terras das fazendas são cercadas. Ou seja: a solução para esse jogo seria privatizar o pasto. Claro como a resposta a uma equação, concorda? Mares, rios, o ar que respiramos, as florestas. Tudo isso é recurso coletivo. Você já sabe o que acontece se não houver regras que impliquem em incentivo – ou punição, dá no mesmo – à sua preservação.
Foi precisamente esse o jogo que se deu no Brasil no episódio do racionamento de energia. Ameaçando com sobretaxas individuais e cortes de fornecimento, o governo transferiu para cada cidadão, individualmente, a responsabilidade por algo que, até então, era percebido como umaobrigação diluída entre todos. O governo, de certa forma, “cercou o pasto” da energia elétrica. Usou a solução clássica para a “tragédia dos comuns”. Com isso, deixou claro aos indivíduos que era do seu interesse pessoal colaborar com o grupo. Ao contrário do que muito repetiu, portanto, não houve nada de altruísta no modo como a população reagiu à crise. Estávamos todos cuidando dos próprios interesses. John Nash diria que governo e sociedade atigiram uma “estratégia de equilíbrio” – na qual os interesses deixam de ser conflitantes porque é vantajoso para todos cooperar.
O termo técnico inventado por John Von Neumann para essa “vantagem” é utilidade – muito utilizado depois por John Nash. Jogadores sempre escolhem obter certos resultados em detrimento de outros. Essas preferências são chamadas de utilidade. A utilidade que um jogador atribui a um certo resultado é o que determina a sua estratégia no jogo. Agir racionalmente, no contexto da Teoria dos Jogos, significa agir de modo a maximizar a utilidade.

O DILEMA DO PRISIONEIRO
Se a Teoria dos Jogos tem na base o interesse dos jogadores em maximizar o ganho pessoal, também é verdade que há nos jogos humanos algo que vai além desse puro auto-interesse. Tem de haver, ou a vida em sociedade seria impossível. Essa questão é muito bem captada por um jogo que se chama “o dilema do prisioneiro” – formulado e estudado na década de 1950 por matemáticos de Princeton, a mesma universidade de Einstein, Von Neumann e Nash. Funciona assim: dois criminosos praticam um crime juntos. São presos e interrogados separadamente. A polícia não tem provas contra eles e a única forma de condená-los é um delatar o outro. Cada prisioneiro tem uma escolha: calar ou acusar o companheiro. Se os dois ficarem quietos, ambos serão postos em liberdade. A polícia, querendo umasolução rápida para o caso, oferece alguns incentivos: o prisioneiro que denunciar o outro ganha a liberdade e ainda por cima leva um prêmio em dinheiro. O outro pegará prisão perpétua. Qual a escolha lógica?

Para investigar o “dilema do prisioneiro” mais a fundo, o cientista social Robert Axelrod, da Universidade de Michigan, Estados Unidos, promoveu, em 1980, um torneio em que os participantes apresentariam programas de computador representando os prisioneiros. Os vários programas seriam confrontados aos pares e cada um deles teria apenas duas opções – trair ou cooperar. Havia um detalhe, porém: em vez de jogar
 uma única vez, cada par de programas jogaria um contra o outro 200 vezes seguidas. Note que num “dilema do prisioneiro”, o melhor para cada jogador é trair enquanto o oponente coopera. O pior para cada jogador é ele cooperar enquanto o outro trai. Alguns dos programas participantes jogavam com estratégias muito complexas. Mas o vencedor, para surpresa geral, foi uma estratégia muito simples chamada tit for tat, que, em tradução livre, significa “olho por olho”. A estratégia tit for tat – ou TFT – era expressa em um programa de apenas quatro linhas. Sempre começava cooperando.
Ambos começam a pensar. Se os dois se acusarem mutuamente, os dois serão condenados. O melhor a fazer é calar, pois ambos serão soltos. Mas o prisioneiro A sabe que B está pensando a mesma coisa. E sabendo que não pode confiar no colega, percebe que o menos arriscado é denunciar B. Sim, pois se esse calar, A estará livre. Se o outro igualmente o denunciar, bem, A teria de cumprir a pena de qualquer forma – pelo menos não ficará preso sozinho. Acontece que B pensa exatamente da mesma maneira. Resultado: ambos são levados, pela fria lógica, para o pior resultado possível: traição mútua e prisão dos dois."
(TRECHO RETIRADO DA REVISTA SUPER INTERESSANTE da matéria "Tudo está em jogo", edição de abril de 2002)